Aumenta que isso aí é choro

Por João Francisco

chorodegaragemChoro de Garagem é o trio instrumental que pode salvar a sua sexta-feira na Lapa. No coração do bairro mais boêmio do Rio, os músicos oferecem um drink com doses acertadas do tradicional chorinho e referências ao pop, rock, reggae e até mesmo do funk carioca. Tudo eletrificado e convincente. A interpretação convencional do choro dá vez a uma performance rock que se expande em inusitadas frequências sonoras. Jacob do Bandolim, Jimi Hendrix, Pixinguinha. Raízes psicodélicas. Ninguém fica parado. O casarão secular do Bar da Ladeira, botequim pé-limpo, arejado e com ótimos petiscos e cerveja gelada abriga a atração. Luiz Militão (Empolga às 9) na guitarra, Disabatto (Bangalafumenga) na bateria e Sebastian (Acorda Bamba) no baixo formam o grupo de chorinho mais indie da cidade. E um dos mais animados.

Serviço:
Trio Choro de Garagem
Todas a sextas-feiras de Abril
A partir das 21:00 horas.
Bar da Ladeira:
Rua Evaristo da Veiga, 149. Lapa. Rio de Janeiro

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Imagine: crescendo com meu irmão John Lennon

Julia Baird escreve uma segunda biografia sobre seu irmão e ídolo de uma das maiores bandas do planeta:Beatles. No livro, ela promete revelar segredos de família e contar detalhadamente como foi o desenvolvimento emocional e familiar de John. A relação com a mãe é contada em detalhes e promete revelar a conturbada infância de John e seus irmãos. Outros assuntos delicados, como a intensa relação do irmão com Yoko, também são retratadas no livro. Julie desabafa todas as interferências e dificuldades que teve de relacionamento e comunicação com a entrada da cunhada em cena. Mas o gênio difícil de Yoko não é nenhuma novidade, né? O que o livro promete revelar de mais bacana também, são detalhes do início dos Beatles através de uma narrativa interessante de alguém muito próximo e com muita intimidade com a banda. Algum Beatlemaníaco por aí?! =)

Imagine - crescendo com meu irmão John Lennon
Julia Baird - Ed. Globo

Leia um trecho do livro clicando aqui.

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The Ting Tings - Isso não é um review

Por Willie Runte

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The Ting Ting’s é uma das novas bandas do momento na Europa, e não duvido nada que já esteja na boca de muita gente no Brasil, ou no jaba de muita rádio. “We started nothing” o primeiro disco da dupla Katie White (Guitarra e vocal) e Jules De Martino (bateria) tem algo de indie, mesmo sendo pop e é bem gostoso de ouvir. A banda de Manchester tem atingido recordes de venda e , com seu single “That’s not my name”, chegou a tirar Madonna do topo das paradas (mas isso não é muito relevante, levando em conta que o último cd da pop star da vontade de vomitar). O single é bacana, mas meio repetitivo, não a melhor música do álbum, sem dúvida. Algumas das músicas que se destacam são, “Great DJ” e “Shut up and let me go”, essas sim tem uma personalidade que, se for mantida nos próximos álbuns da banda, creio, vai torná-los grandes.

“Be the one” que abre o disco é boa e lembra um pouco Blondie, outras como “Keep your head” ou “We strated nothing”, que dá nome ao álbum, dão vontade de jogar o cd fora. Leia mais…

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The Beatles HELL

Por Willie Runte

Pete ‘Best’ Zarustica lança mais um álbum de remixes anti-guerra dos Beatles. The Beatles HELL é o nome do novo cd que, e como seu antecessor, HATE, é muitíssimo bem feito e recria clássicos dos Beatles sem soar como uma música da Jovem Pan. O CD é conceitual, se apropria de referências da Divina Comédia de Dante, homenageando os Beatles com novas versões de cancões que, por incrível que pareça, ninguém mexeu antes. No site do disco (www.thebeatleshell.com) é possivel fazer o download, não só das músicas, como também da capa e de papéis de parede. Além disso, o site é dinâmico, tem duas versões, em inglês e em português, com matérias sobre o que está acontecendo com o disco - no Brasil e no Mundo. Apesar de ter acabado de sair, o album parece seguir o mesmo caminho do anterior e se tornar mais uma febre na Internet.

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Ninguém segura o Fino Coletivo

Já passa da meia noite na Lapa, o tradicional reduto boêmio do Rio e o público que lota o simpático Teatro Odisséia já está no ponto (como um chope bem gelado na pressão) para receber este Fino Coletivo, a cada dia mais saboreado em qualquer pista, festa ou praia que valha a pena na cidade. Não é o novo samba. Nem o novo rock. Não é novo. É uma adorável miscelânea sonora e rítmica que envolve muitos canais ligados ao mesmo tempo: rock, funk, reggae, ska, partido-alto, batuque, swing, releituras, invenções. As tags são infinitas para acessar o Fino. É mais do que tudo um estado de espírito, da mesma prateleira de Otto, Kassim, Mombojó e otras cositas mais. O nome de batismo mostra o bom humor destes sete músicos alagoanos e cariocas que acertaram na dose do lirismo etílico com melodias temperadas, mas, sobretudo, leves e dançantes. Passeiam da despretensão do samba-lounge moderno de “Boa Hora” à arrebatadora “Tempestade”, com pegada mais rock, para apreciar sem moderação e rasgar corações e sedas.
Site oficial: http://www.finocoletivo.com/  
MySpace: www.myspace.com/finocoletivo

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Guia para Morrissey

Por Willy Moura

Com disco novo e 47 anos completos recentes, Morrissey consolida seu retorno ao primeiro escalão do business que ele tanto já espinafrou. Mas o caminho foi bastante tortuoso, e houve época em que parecia mesmo que o bigmouth era assunto do passado. Confira a trajetória álbum a álbum (devido à extensão, foram evitadas coletâneas não lançadas no Brasil). Vale a ressalva prévia de que este texto se baseia apenas nas livres impressões de quem vos escreve, o que não é propriamente desprezível, considerando que seu fanatismo pela figura é tão grande quanto o dela pelo Manchester United.

Para entrar no clima, aperte o play enquanto lê o texto:

VIVA HATE (Sire, 1988) ***
A imprensa detestou à época. Diziam que a anunciada parceria com o one-man-show Vini Reilly, do Durutti Column, revelou-se restrita a pouquíssimas faixas e que quem comandava mesmo a barca furada era o enjoadinho compositor e produtor Stephen Street. De fato, parecia mesmo um petardo fadado apenas a comprovar que as acirradas críticas ao derradeiro álbum dos Smiths, Strangeways, Here We Come (1987), eram exageradamente injustas. A esplendorosa introdução de Alsatian Cousin, abrindo o disco, não passava de alarme falso para um conjunto completamente irregular, salvo apenas pela força de Suedehead e Everyday Is Like Sunday, dois clássicos guardados no panteão de hits para a eternidade. Leia mais…

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Howling Bells – Um Álbum além do esperado

[Por Guilherme Martins Costa


Duas guitarras tensas e de batidas constantes se fundindo em um som uniforme, com base em acordes limpos, representando uma corrida na busca por um refúgio. Ouve-se entrar uma voz feminina, segura de si mesma, trazendo uma melodia macia e encantadora, como se estivesse nos preparando para algo maior que está por vir. O clima, que já é o suficiente para fazer qualquer fã de boa música viajar distante, por lugares há tempos não visitados, se eleva quando aquela doce voz se mantém ao fim de um dos versos e os arranjos se suspendem, abrindo espaço para um delay alarmante e um baixo que entra forrando a sustentação do todo, os três anunciando a evolução do quadro previamente instalado. Instaura-se um sonho. Como se tivesse sido feita para um filme, “The Bell Hit”, faixa que abre o primeiro e homônimo álbum do grupo Howling Bells, nos convida para uma fuga do mundo cotidiano, com sua inventividade e influências que, se não forem cinematográficas, apenas Deus – ou quem sabe o Diabo – deve saber. Leia mais…

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O disco solo de Thom Yorke

thom.jpgdivulgação Thom Yorke falou pela primeira vez sobre seu esperado trabalho solo, ‘The Eraser’, feito com o produtor longa data do Radiohead, Nigel Godrich, a ser lançado dia 11 de Julho pelo selo independente XL Recordings. Radiohead não tocará o material de Yorke ao vivo, mas a banda está tocando sete novas músicas a cada show, todas escritas durante o ano passado, num estúdio da banda em Oxford, para o próximo álbum. Ele disse à revista Rolling Stone que ‘The Eraser’ foi feito com “material que eu faço quando estou entediado. Eu queria trabalhar sozinho. Eu apenas queria ver como seria fazer isso”. Leia mais…

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London Calling faz bem aos ouvidos!

Por Oleno Netto

capaEntra ano e sai ano, as gravadoras lançam edições especiais de álbuns que venderam horrores e/ou tiveram influência em toda uma geração. Não foi diferente com “London Calling”, dos ingleses The Clash, que em setembro de 2004 saiu em uma edição tripla, que continha o trabalho original remasterizado, um cd com suas demos, mais cinco canções inéditas, e um dvd de imagens raras do seu making-of, performances ao vivo da época de seu lançamento e entrevistas recentes, intercaladas em forma de documentário.

Lançado em dezembro de 1979 na Inglaterra e no mês seguinte nos EUA, “London Calling” não foi um álbum feito para se tornar um clássico, como havia sido o também terceiro LP de Bruce Springsteen, “Born to Run”, de 1975. Depois do fracasso de seu segundo trabalho, o esquecido “Give ‘Em Enough Rope”, a banda tinha rompido relações com seu empresário e estava endividada, após encontrarem um estúdio improvisado que ficava nas dependências de uma fábrica desativada de borracha, compuseram entre maio e junho daquele ano o que seria o embrião do novo álbum. A luta maior era pela sobrevivência e não qualquer satisfação egóica. Leia mais…

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Indietronica e a cena alemã

Por Inês Nin

Bateu na porta sem ser convidada. A primeira banda que eu ouvi de indietronica foi The Notwist, com seus beats delicados, melodias fáceis mas nada óbvias e um disco irresistivelmente doce, pop e criativo. Me ganharam de cara, os irmãos Acher e seu Neon Golden. Situada em uma deliciosa interseção entre o rock e a eletrônica, a descoberta me fez querer ouvir mais.

É claro que misturar rock com eletrônica não é novidade. Desde as bandas oitentistas como Joy Division/New Order e Depeche Mode, até o novo rock de hoje (fortemente influenciado pelas primeiras), a combinação persiste feliz, multiplicando os horizontes das bandas e projetos que a adotam. Filhas bastardas da eletrônica das pistas são as bastante populares hoje Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Maximo Park e todas as similares que aqui seguem, oriundas da fervilhante cena do Reino Unido, passando pelo fantástico LCD Soundsystem, Liars, !!! e outros, norte-americanos, que seguem por um caminho dançante porém experimental. Estas resultam em um som inquieto, explosivo, fortemente influenciado pelo punk. Leia mais…

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