The Ting Tings - Isso não é um review

Por Willie Runte

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The Ting Ting’s é uma das novas bandas do momento na Europa, e não duvido nada que já esteja na boca de muita gente no Brasil, ou no jaba de muita rádio. “We started nothing” o primeiro disco da dupla Katie White (Guitarra e vocal) e Jules De Martino (bateria) tem algo de indie, mesmo sendo pop e é bem gostoso de ouvir. A banda de Manchester tem atingido recordes de venda e , com seu single “That’s not my name”, chegou a tirar Madonna do topo das paradas (mas isso não é muito relevante, levando em conta que o último cd da pop star da vontade de vomitar). O single é bacana, mas meio repetitivo, não a melhor música do álbum, sem dúvida. Algumas das músicas que se destacam são, “Great DJ” e “Shut up and let me go”, essas sim tem uma personalidade que, se for mantida nos próximos álbuns da banda, creio, vai torná-los grandes.

“Be the one” que abre o disco é boa e lembra um pouco Blondie, outras como “Keep your head” ou “We strated nothing”, que dá nome ao álbum, dão vontade de jogar o cd fora. Leia mais…

Indietronica e a cena alemã

Por Inês Nin

Bateu na porta sem ser convidada. A primeira banda que eu ouvi de indietronica foi The Notwist, com seus beats delicados, melodias fáceis mas nada óbvias e um disco irresistivelmente doce, pop e criativo. Me ganharam de cara, os irmãos Acher e seu Neon Golden. Situada em uma deliciosa interseção entre o rock e a eletrônica, a descoberta me fez querer ouvir mais.

É claro que misturar rock com eletrônica não é novidade. Desde as bandas oitentistas como Joy Division/New Order e Depeche Mode, até o novo rock de hoje (fortemente influenciado pelas primeiras), a combinação persiste feliz, multiplicando os horizontes das bandas e projetos que a adotam. Filhas bastardas da eletrônica das pistas são as bastante populares hoje Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Maximo Park e todas as similares que aqui seguem, oriundas da fervilhante cena do Reino Unido, passando pelo fantástico LCD Soundsystem, Liars, !!! e outros, norte-americanos, que seguem por um caminho dançante porém experimental. Estas resultam em um som inquieto, explosivo, fortemente influenciado pelo punk. Leia mais…



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