“Palavra (En)cantada”: uma aula de história da música

Palavra (En)cantada, documentário dirigido por Helena Solberg, discute a relação entre música e poesia no Brasil

chicoEm um país com uma forte cultura oral como o Brasil, a música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a literatura. O interesse em promover o debate e a reflexão sobre esse tema foi o ponto de partida do novo filme de Helena Solberg: o documentário Palavra (En)cantada. Dois anos depois de muita pesquisa e a filmagem de entrevistas em maio e junho de 2007, o longa chega aos cinemas em março de 2009.

O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. A maioria das entrevistas foi feita em casa e alguns deles cantaram e tocaram canções especialmente para o documentário, fato que realça a atmosfera intimista do longa-metragem. Leia mais…

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Conheça um pouco mais sobre a banda Móveis Coloniais de Acajú

moveisO Cafetina Eletroacústica está começando uma parceria de conteúdo com o novíssimo blog Reverbos e, por conta disso, de hoje em diante vocês verão trocas de textos de vez em quando, com pequenas adaptações ao estilo de cada site/blog.

Vamos começar o troca-troca publicando uma entrevista que o Reverbos fez com Eduardo Borém, do Móveis Coloniais de Acaju. O músico toca gaita cromática, escaleta e teclados na banda.

Com nome baseado em evento histórico – um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal – Móveis Coloniais de Acaju é uma big band de grande estilo. O grande número de músicos influencia na numerosa mistura musical da banda, que vai do rock, ao ska, passando pela eletrônica e indo até a mais essencial música brasileira. Leia mais…

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FILE: inscrições abertas

fileO FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – está abrindo inscrições para a sua décima edição que acontecerá no espaço cultural do Sesi Paulista em São Paulo, Brasil, no período de 27 de julho a 31 de agosto de 2009. As inscrições estão abertas de 01 de janeiro a 10 de março de 2009. A inscrição é gratuita e aberta a profissionais, pesquisadores e estudantes de linguagem eletrônica de âmbito internacional.

Para mais informações visite:
http://www.file.org.br/file2009/

* Leia um texto sobre o FILE escrito pelo Giuliano Obici aqui mesmo no Cafetina Eletroacústica.

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Imagine: crescendo com meu irmão John Lennon

Julia Baird escreve uma segunda biografia sobre seu irmão e ídolo de uma das maiores bandas do planeta:Beatles. No livro, ela promete revelar segredos de família e contar detalhadamente como foi o desenvolvimento emocional e familiar de John. A relação com a mãe é contada em detalhes e promete revelar a conturbada infância de John e seus irmãos. Outros assuntos delicados, como a intensa relação do irmão com Yoko, também são retratadas no livro. Julie desabafa todas as interferências e dificuldades que teve de relacionamento e comunicação com a entrada da cunhada em cena. Mas o gênio difícil de Yoko não é nenhuma novidade, né? O que o livro promete revelar de mais bacana também, são detalhes do início dos Beatles através de uma narrativa interessante de alguém muito próximo e com muita intimidade com a banda. Algum Beatlemaníaco por aí?! =)

Imagine - crescendo com meu irmão John Lennon
Julia Baird - Ed. Globo

Leia um trecho do livro clicando aqui.

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Hollywood Mon Amour

Disquinho interessante “Hollywood, mon amour” regrava algumas canções clássicas de trilhas sonoras dos anos 80. A produção do disco foi feita por Marc Collin, do grupo Nouvelle Vague.  A seleção traz Yael Naim, Juliette Lewis, Skye (vocalista do Morcheeba), só para citar alguns nomes. O repertório revitaliza as canções dando uma roupagem totalmente distante da original, delas mantendo somente mesmo o esqueleto melódico.

Não é à toa que Marc Collin é o produtor deste disco. Seu grupo o Nouvelle Vague, já retrabalhou diversas canções dos anos 70 e 80, tornando-se inclusive uma referência para este tipo de releitura. Leia mais…

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Festrio 2008 - dicas musicais n.2

Como a vida de festival está corrida, acabei não publicando outras dicas musicais. Infelizmente muitos filmes bacanas já foram exibidos e não passarão mais. Resolvi então colocar todos os que restam aqui de uma vez. Enjoy! =) Leia mais…

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Sambajazzlatinoafricano

Johann Sauty

De sua boca flutuam tons em diferentes línguas e cores. Seus dedos sussuram cantos africanos, sambam Jobins, fumam charutos cubanos e improvisam New Orleans. Na bagagem ela leva alguns mestres: Herbie Hancock, Pat Metheny e Stanley Clarke. Foi violinista durante dez anos, há oito trocou o agudo pelo grave, e hoje surpreende o público com seus solos de contrabaixo. Deixou seu marco na Berklee - a maior escola de música do mundo - quando, aos vinte anos, tornou-se a instrutora mais nova da história da faculdade. Baixista, cantora e compositora, faz da sua voz um instrumento que duela contra seus próprios acordes. E tudo isso numa embalagem de beleza estonteante. Leia mais…

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Trilha sonora da primavera fora de época

madeleine.jpg

Leve adj. 1. De pouco peso, pouca densidade 2. Tênue, delicado.

A leveza tem voz. Que voz! E responde pelo sutil nome de Madeleine Peyroux. Exatamente, Madeleine, como os levíssimos bolinhos franceses. Aqueles em forma de pequenas conchas e com um sabor quase cítrico e certamente inconfundível.
(Vale a dica: o bolinho pode ser facilmente encontrado em qualquer supermercado Zona Sul, com uma variedade de sabores. São vendidos em uns potinhos de plástico com a marca Guimas. Não têm a mesma delicadeza dos originais franceses, mas são uma delícia!)

Voltando à voz da leveza. A dica veio de uma amiga, dizendo que tinha lido ‘en passant’ sobre a cantora no Segundo Caderno, quando soube que no momento eu ouvia canções francesas, me enviou por msn mesmo uma música maravilhosa, ‘J’ai Deux Amours’. Foi amor à primeira ‘ouvida’. Uma mistura na medida exata do timbre de Billie Holiday, o blues de Bessie Smith, viagens de trem em dias ensolarados pelo interior da França e uma pitada de friozinho na barriga durante um novo começo.

Não acredita? Então procure ouvir. A Rádio Uol disponibilizou dois de seus álbuns, Careless Love (2004) e Half the Perfect World (2006).

Quanto à dona da voz: pouco mais de trinta anos, um talento nato e… Bom, vou deixar o resto por conta de vocês…

madeleine peyroux

(imagem: site oficial Madeleine Peyroux)

Ouça aqui:

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Wonderful Electric: Goldfrapp

Por João Francisco

Seu cabelo louro cacheado balança sob o lenço verde. Ela está suando. O público continua em transe. Ecoam as primeiras notas (ou distorções) de “Strict Machine”. Alison Goldfrapp está no palco acompanhada do parceiro Will Gregory, e mais alguns músicos e backing vocals. O duo inglês acumula fãs e conquista elogios a cada nova reinvenção.

É isto mesmo que suas músicas provocam: elas se distanciam dos corpos como no trip hop, plugam os sentidos pela influência disco, arranham-nos pelas guitarras rock que pontuam os sintetizadores eletrônicos. Tudo parece sair de uma espécie de toque de midas glitter, um tanto “esotérico”. Alison Goldfrapp (o nome vem daí) não foge dos agudos nos vocais, sempre com elegância, mistério e, sim, vontade de seduzir. Goldfrapp é uma destas bandas cujas músicas constroem atmosferas: por vezes soturnas, em outras iluminadas por um néon retrô azul. Suas canções transbordam referências como Blondie, Depeche Mode, Portishead, mas foram sinceramente reinventadas. Leia mais…

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Entre Tapas e Beijos: O Tecnobrega de Belém do Pará

Por Paulo Murilo Guerreiro do Amaral

Até “ontem” jamais havia pensado em pesquisar sobre uma música tão distante da minha realidade, seja em função do trajeto que percorri como músico de formação erudita, seja também por ter crescido em um grupo sociocultural pequeno-burguês atento a certos padrões de como se vestir, o que apreciar musicalmente, que lugares freqüentar, com quem relacionar-se, que profissões valorizar etc. A “moda”, através da qual estes e outros modelos se revelam, integra um conjunto de fatores que encorpam distanciamentos entre pessoas com estilos de vida já bastante diferenciados; implicam também na adoção de categorias como “chique”, “brega”, “elegante”, “fora de moda”, daí em diante. Leia mais…

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