FILE: inscrições abertas

fileO FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – está abrindo inscrições para a sua décima edição que acontecerá no espaço cultural do Sesi Paulista em São Paulo, Brasil, no período de 27 de julho a 31 de agosto de 2009. As inscrições estão abertas de 01 de janeiro a 10 de março de 2009. A inscrição é gratuita e aberta a profissionais, pesquisadores e estudantes de linguagem eletrônica de âmbito internacional.

Para mais informações visite:
http://www.file.org.br/file2009/

* Leia um texto sobre o FILE escrito pelo Giuliano Obici aqui mesmo no Cafetina Eletroacústica.

Share/Save/Bookmark

Spoken World: Um almanaque poético

Por Gab Marcondes

Um almanaque poético; uma poesia minha + um fragmento poético de
Lesbos de Silvia Plath + fragmentos diversos de Emily Dickinson

* Emily Dickinson (1830 - 1886) poetisa americana que não teve um livro

publicado em vida. A poeta reclusa, anonima… Se “publicar é por em leilao
o espírito humano” ela ficou a milhas disto.
Moderna, simples, sutil, complexa! Augusto de Campos disse dela ”
nenhum poeta americano tinha levado tao longe a
elipse e a condensação do pensamento ou a ruptura sintatica, ate a
pontuação foi por ela liberada..”
É dela também o poema que deu origem a ideia desta coluna : A word is
dead/ When it is said,/ Some say./ I say it just/ Begins to live/That day.

Almanaque poético

Há sempre um começo
mesmo quando não é visível
transparência de  asas

Há sempre um mar e um náufrago

(                                         ) Leia mais…

Share/Save/Bookmark

Spoken word: Rukeyser Plath Rilke Rosa Thomas Marcondes

Por Gab Marcondes

Spoken world colocando no liquidificador Muriel Rukeyser, Sylvia Plath, Rainer Maria Rilke, Guimarães Rosa e Dylan Thomas resultando no frapê poético abaixo.

I have been waiting all day,
with my fantasy alone
e nunca parava de ser tarde
eu tinha pressa de um final
It would have been better than this
or perhaps longer.
I would have liked to try those wings myself.

Chove dentro dos meus olhos

I have been waiting all day, or perhaps longer.
I would have liked to try those wings myself.
It would have been better than this

The lovers be lost love shall not

Vozes:  Muriel Rukeyser, Sylvia Plath, Gabriela Marcondes e Dylan Thomas
Musica e programação: Gab Marcondes

Ícarus

Share/Save/Bookmark

language is obviously a virus (spoken world)

spoken world ; palavras e sons

por Gab Marcondes

Continuo minha coluna Spoken world agora violando a poesia de Anne Sexton e Dorothy Parker. Mas sempre com a melhor das intencoes porque citando Borroughs “Language is obviously a virus as it depends on replication”.

ps; e viva o casamento de Laurie Anderson e Lou Reed realizado no ultimo 12 de abril

Desta vez peguei apenas uma frase de Dorothy Parker (1893-1967) poeta americana, retirada do seu poema Afternoon:

” And I’ll forget the way of tears,…”

Coloquei esta frase junto com partes do poema The Operation de Anne Sexton (1928-1974) escritora americana e assim obtivemos o seguinte poema Frankstein:

And I’ll forget the way of tears
and all the rest
the mechanics of the body
the an expected memory
I fall sometimes to the secrets of pain
and do not mind at all
of what was and is dear

piano, flauta transversa e programação - Gabriela Marcondes
vozes - Dorothy Parker e Anne Sexton

Share/Save/Bookmark

camuflagem (spoken world)

spoken world ; palavras e sons

por Gab Marcondes
A idéia desta coluna é brincar com palavras sons e imagens, fazer um patchwork poético musical, uma colagem lúdica, um copy paste para ler, ver e ouvir.

Jens Peter Jacobsen (1847-1885) foi o maior romancista dinamarquês do século XIX, influenciou Rainer Maria Rilke e Thomas Mann. Tem dois romances extraordinários, Fru Marie Grubbe (1876) e Niels Lyhne (1880) deste último livro peguei um pequeno trecho e coloquei junto com outra grande escritora Sylvia Plath (1932-1963), poeta, romacista e contista norte-americana conhecida por sua  poesia confessional e seus poemas atormentados.
Fiz um remix poético musical com estes dois escritores incríveis; uma pequena homenagem, brincadeira, camuflagem.
Espero que vocês leiam, ouçam e curtam!


” A vida um poema?…Essa perseguição constante do próprio eu, no rastro das próprias pegadas - e em circulo, naturalmente…Essa comédia simulada: fingir que se atira a corrente da vida e ao mesmo tempo ficar ali agarrado ao anzol, pescando-se a si próprio neste ou naquele curioso disfarce…” Jens Peter Jacobsen

“Lady Lazarus

I have done it again.
One year in every ten
I manage it—–

A sort of walking miracle, my skin
Bright as a Nazi lampshade,
My right foot

A paperweight,
My featureless, fine
Jew linen.

Peel off the napkin
O my enemy.
Do I terrify?——-

The nose, the eye pits, the full set of teeth?
The sour breath
Will vanish in a day.

Soon, soon the flesh
The grave cave ate will be
At home on me

And I a smiling woman.
I am only thirty.
And like the cat I have nine times to die.
This is number three.

… “ Sylvia Plath

música;
programacao, flauta e voz ; Gabriela Marcondes.
violoncelo; Mariana Carneiro.
Lady Lazarus recitada pela própria Sylvia Plath.

Share/Save/Bookmark

Karine Alexandrino

Por João Francisco

Definições à parte, Karine Alexandrino desponta do underground em Fortaleza para o cenário musical e midiático brasileiro. Eis que aporta usando perucas, apliques, cílios postiços e outros badulaques que compõem a “solteira producta”, persona inventada pela jovem e performática cantora. Sua aparição nos desperta para a sempre fervilhante safra de talentos do nordeste (que já nos deu recentemente o Montage, por exemplo) e, mais ainda, prova o potencial das novas mídias que vêm transformando os circuitos musicais no país. Em pouco tempo de carreira Karine conquistou a atenção do público em páginas de Fotolog, Myspace, Blogs e Orkut. Seu primeiro disco “Solteira Producta” (2002) foi lançado de forma independente e o segundo “Querem acabar comigo Roberto” (2004) saiu pela distribuidora paulista Tratore e é responsável por estimular a curiosidade em torno de Karine até mesmo na Europa. Os dois álbuns podem ser escutados no site da Trama Virtual. Leia mais…

Share/Save/Bookmark

Brian Eno - Music for Airports (Stylus Magazine)

Por Dave McGonigle
Tradução: Antonio Marcos Pereira

Nota do Tradutor: A Stylus Magazine tem uma coluna chamada “Second Thought” na qual são veiculadas revisitações de discos e projetos musicais mais antigos - um pouco no estilo da coluna “Discoteca Básica” da primeira encarnação da Revista Bizz, que serviu de orientação para muitas pessoas de minha geração. A atitude presente nos artigos da Second Thought, entretanto, é um pouco mais interessante do que a idéia puramente didática de que o material apresentado é indispensável: o eixo da seleção é reapresentar trabalhos que, julga-se, foram beneficiados pela passagem do tempo, e oferecer recursos para sua fruição hoje. Como parte de meus interesses em ambient (que já resultaram inclusive na tradução, publicada aqui no Cafetina Eletroacústica, de um texto seminal de Eno sobre o assunto), me deparei há algum tempo com esse texto de Dave McGonigle no qual ele oferece um mosaico compacto, rico e bem humorado de uma possível genealogia para o que creio serem algumas das questões mais interessantes ligadas à produção e à curtição de música hoje. De Satie a Eno, passando por Cage e mais uns tantos que foram omitidos aqui, o século XX parece ter tratado de maneira generosa a fronteira problemática entre som e ruído, entre música e não-música. Os mais dogmáticos, como de praxe, vão preferir fazer uso de uma ontologia rígida para “música” e bater o martelo do juízo final. Os que gostam de conversar - entre os quais me incluo - poderão ler o texto a seguir e dizer, como Satie ao ouvir o som da colherinha caindo, “Hmmm… Interessante…”. Boa leitura! Leia mais…

Share/Save/Bookmark

Conexões entre rock progressivo e a m.e.*

Por Debb

Em 1967, junto da onda do movimento hippie, surgiu um novo espírito de experimentação no rock, que tinha como proposta a quebra da fórmula da música pop. A influência do R&B, que dominou a música dos Beatles e dos Rolling Stones começou a ser abandonada em favor de estruturas mais abertas, emprestadas de formas mais livres do jazz.

Na Inglaterra podemos destacar a banda Pink Floyd, que não somente foi pioneira de uma nova proposta sonora experimental, mas também por terem dado partida numa série de eventos multimídias e happenings que transformaram suas apresentações em algo fora do padrão esperado de um show de rock para a época.

A revolução hippie e a notoriedade em torno dos happenings logo se espalharam dos EUA e Inglaterra para o resto da Europa, carregando bem mais idéias desafiadoras do que somente a música alta e estridente do rock. Leia mais…

Share/Save/Bookmark

Wonderful Electric: Goldfrapp

Por João Francisco

Seu cabelo louro cacheado balança sob o lenço verde. Ela está suando. O público continua em transe. Ecoam as primeiras notas (ou distorções) de “Strict Machine”. Alison Goldfrapp está no palco acompanhada do parceiro Will Gregory, e mais alguns músicos e backing vocals. O duo inglês acumula fãs e conquista elogios a cada nova reinvenção.

É isto mesmo que suas músicas provocam: elas se distanciam dos corpos como no trip hop, plugam os sentidos pela influência disco, arranham-nos pelas guitarras rock que pontuam os sintetizadores eletrônicos. Tudo parece sair de uma espécie de toque de midas glitter, um tanto “esotérico”. Alison Goldfrapp (o nome vem daí) não foge dos agudos nos vocais, sempre com elegância, mistério e, sim, vontade de seduzir. Goldfrapp é uma destas bandas cujas músicas constroem atmosferas: por vezes soturnas, em outras iluminadas por um néon retrô azul. Suas canções transbordam referências como Blondie, Depeche Mode, Portishead, mas foram sinceramente reinventadas. Leia mais…

Share/Save/Bookmark

Are you sampled?

Por Adriana Prates
Tenho mania de jogar coisas fora mas ainda lembro do flyer (nessa época chamava como ?), bem parecido com um cartão postal, anunciando a primeira apresentação pós Blitz da Fernanda Abreu em Salvador. O ano ? 1989. Ela estava para lançar “Sla Radical Dance Disco Club”, seu primeiro disco solo, e eu fui conferir o show. Vestindo uma roupa preta de vinil, a Fernanda arrebentou: fez um show super dançante e cheio de idéias originais, apesar das abundantes citações do passado, especialmente do Funk e da Disco Music. Na época “Sla Radical Dance Disco Club” representou para mim a existência de possibilidades musicais diferentes e desde então venho acompanhando o trabalho desta artista que, ao meu ver, constitui uma referência na história da Dance Music brasileira. Leia mais…

Share/Save/Bookmark



Creative Commons License

site Cafetina Eletroacústica por Debora Baldelli (editora) e autores colaboradores usa a licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License