Spoken World: Guardado (ou uma livre associação poética)
Videopoema realizado em 2008
video: Gabriela Marcondes e Nana Love (colaboração Luiza Ache)
música: Gabriela Marcondes e Nana Love
Videopoema realizado em 2008
video: Gabriela Marcondes e Nana Love (colaboração Luiza Ache)
música: Gabriela Marcondes e Nana Love
Por Gab Marcondes
Um almanaque poético; uma poesia minha + um fragmento poético de
Lesbos de Silvia Plath + fragmentos diversos de Emily Dickinson
* Emily Dickinson (1830 - 1886) poetisa americana que não teve um livro
publicado em vida. A poeta reclusa, anonima… Se “publicar é por em leilao
o espírito humano” ela ficou a milhas disto.
Moderna, simples, sutil, complexa! Augusto de Campos disse dela ”
nenhum poeta americano tinha levado tao longe a
elipse e a condensação do pensamento ou a ruptura sintatica, ate a
pontuação foi por ela liberada..”
É dela também o poema que deu origem a ideia desta coluna : A word is
dead/ When it is said,/ Some say./ I say it just/ Begins to live/That day.
Almanaque poético
Há sempre um começo
mesmo quando não é visível
transparência de asas
Há sempre um mar e um náufrago
( ) Leia mais…
Por Gab Marcondes
Spoken world colocando no liquidificador Muriel Rukeyser, Sylvia Plath, Rainer Maria Rilke, Guimarães Rosa e Dylan Thomas resultando no frapê poético abaixo.
I have been waiting all day,
with my fantasy alone
e nunca parava de ser tarde
eu tinha pressa de um final
It would have been better than this
or perhaps longer.
I would have liked to try those wings myself.
Chove dentro dos meus olhos
I have been waiting all day, or perhaps longer.
I would have liked to try those wings myself.
It would have been better than this
The lovers be lost love shall not
Vozes: Muriel Rukeyser, Sylvia Plath, Gabriela Marcondes e Dylan Thomas
Musica e programação: Gab Marcondes
spoken world ; palavras e sons
por Gab Marcondes
Continuo minha coluna Spoken world agora violando a poesia de Anne Sexton e Dorothy Parker. Mas sempre com a melhor das intencoes porque citando Borroughs “Language is obviously a virus as it depends on replication”.
ps; e viva o casamento de Laurie Anderson e Lou Reed realizado no ultimo 12 de abril
Desta vez peguei apenas uma frase de Dorothy Parker (1893-1967) poeta americana, retirada do seu poema Afternoon:
” And I’ll forget the way of tears,…”
Coloquei esta frase junto com partes do poema The Operation de Anne Sexton (1928-1974) escritora americana e assim obtivemos o seguinte poema Frankstein:
And I’ll forget the way of tears
and all the rest
the mechanics of the body
the an expected memory
I fall sometimes to the secrets of pain
and do not mind at all
of what was and is dear
piano, flauta transversa e programação - Gabriela Marcondes
vozes - Dorothy Parker e Anne Sexton
spoken world ; palavras e sons
por Gab Marcondes
A idéia desta coluna é brincar com palavras sons e imagens, fazer um patchwork poético musical, uma colagem lúdica, um copy paste para ler, ver e ouvir.
Jens Peter Jacobsen (1847-1885) foi o maior romancista dinamarquês do século XIX, influenciou Rainer Maria Rilke e Thomas Mann. Tem dois romances extraordinários, Fru Marie Grubbe (1876) e Niels Lyhne (1880) deste último livro peguei um pequeno trecho e coloquei junto com outra grande escritora Sylvia Plath (1932-1963), poeta, romacista e contista norte-americana conhecida por sua poesia confessional e seus poemas atormentados.
Fiz um remix poético musical com estes dois escritores incríveis; uma pequena homenagem, brincadeira, camuflagem.
Espero que vocês leiam, ouçam e curtam!
” A vida um poema?…Essa perseguição constante do próprio eu, no rastro das próprias pegadas - e em circulo, naturalmente…Essa comédia simulada: fingir que se atira a corrente da vida e ao mesmo tempo ficar ali agarrado ao anzol, pescando-se a si próprio neste ou naquele curioso disfarce…” Jens Peter Jacobsen
“Lady Lazarus
I have done it again.
One year in every ten
I manage it—–
A sort of walking miracle, my skin
Bright as a Nazi lampshade,
My right foot
A paperweight,
My featureless, fine
Jew linen.
Peel off the napkin
O my enemy.
Do I terrify?——-
The nose, the eye pits, the full set of teeth?
The sour breath
Will vanish in a day.
Soon, soon the flesh
The grave cave ate will be
At home on me
And I a smiling woman.
I am only thirty.
And like the cat I have nine times to die.
This is number three.
… “ Sylvia Plath
música;
programacao, flauta e voz ; Gabriela Marcondes.
violoncelo; Mariana Carneiro.
Lady Lazarus recitada pela própria Sylvia Plath.