Música no clima Capitu…

“If I was young,
I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight”

Assim começa a música-tema da minissérie Capitu, que casa perfeitamente com o clima das cenas e sintoniza qualquer ouvinte mais sensível com a paixão de Bentinho por Capitu… O nome da música é “Elephant Gun” do grupo Beitut.

Uma enorme Orquestra de metais? Música medieval? Música da Rússia? Feita por ciganos? “Folk medieval”? Nada disso (ou tudo isso), a banda é formada por jovens de 20 e poucos anos de Santa Fé, nos Estados Unidos. No palco são 19 instrumentos e 10 instrumentistas. Talvez daí venha a sensação de uma orquestra de metais.

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Soul Baby Soul! - a festa da resistência black

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Por Isa de Carvalho
Colaboração e Revisão: Leandro Petersen e Lucio Branco

odisseia-2007.jpgodisseia-2007.jpgA Soul, Baby, Soul! surgiu em março de 2006, reunindo nas carrapetas quatro DJs com trajetórias pessoais que cobrem quase 40 anos de presença da black music no Brasil: Peixinho (trabalhou com Big Boy nos Bailes da Pesada dos anos 70), Sir Dema (do Club do Soul, que promove bailes nos subúrbios desde 1997), Leandro Petersen e Lucio Branco (representantes da nova geração).

Desde então, a SBS! tem revolucionado o cenário musical black da cidade, que tem sofrido, nos últimos anos, uma verdadeira invasão, por assim dizer, do “funk pancadão” ouvido nos bailes funk. Quando ouvimos falar em “funk”, normalmente torcemos o nariz e lembramos das noites de insônia sofridas por aqueles que moram próximos aos bailes. Não sendo saudosista, antigamente não era assim… As pessoas podiam até não conseguir dormir, mas a música de fundo era bem melhor!

Em 2006, Leandro Petersen estava envolvido com a exibição do curta-metragem sobre seu pai, The Big Boy Show, no Festival do Rio. O curta, produzido e dirigido pelo próprio Leandro, em parceria com Claudio Dager, reúne depoimentos de várias pessoas que trabalharam e conheceram o radialista e DJ Big Boy, principalmente o Peixinho. Teve, então, a idéia de resgatar um pouco do que teriam sido os Bailes da Pesada nos anos 70 e começou a pesquisar a vasta discografia deixada pelo pai, mais especificamente direcionada para a black music. Os depoimentos de Peixinho e de outros colaboradores e amigos de Big Boy deram uma idéia do que representavam os Bailes da Pesada. Leia mais…

The Beatles HELL

Por Willie Runte

Pete ‘Best’ Zarustica lança mais um álbum de remixes anti-guerra dos Beatles. The Beatles HELL é o nome do novo cd que, e como seu antecessor, HATE, é muitíssimo bem feito e recria clássicos dos Beatles sem soar como uma música da Jovem Pan. O CD é conceitual, se apropria de referências da Divina Comédia de Dante, homenageando os Beatles com novas versões de cancões que, por incrível que pareça, ninguém mexeu antes. No site do disco (www.thebeatleshell.com) é possivel fazer o download, não só das músicas, como também da capa e de papéis de parede. Além disso, o site é dinâmico, tem duas versões, em inglês e em português, com matérias sobre o que está acontecendo com o disco - no Brasil e no Mundo. Apesar de ter acabado de sair, o album parece seguir o mesmo caminho do anterior e se tornar mais uma febre na Internet.

os novos garotos do quarteirão contra-atacam os novos ídolos teen

É cada assombração que aparece… Você acredita que eles voltaram?

Com quase 40 anos de idade atualmente, os na época garotões dos anos 90, o New Kids on The Block, “banda teen” da minha pré-adolescência e de muitos da minha geração, resolveu aproveitar uma fatia do mercado pop atual. Será que cola? Acho difícil…
Preferia deixá-los na memória…

Escutem a nova música da banda “Summertime” no myspace. Mas não deixem de vir aqui comentar depois! =)

Site Oficial da banda.

Clipe de “Step by Step” no youtube.

New Kids em desenho animado também no youtube.

Vermelho Pimenta: Kate Pierson, o tempero do The B-52’s

Por Anna Paula Vencato

Aproveitando que o The B-52’s após um recesso de 16 anos acaba de lançar um novo álbum, Funplex, queria falar um pouco sobre Kate Pierson, a vocalista dos cabelos vermelhos marcantes e dancinhas pra lá de memoráveis, que completa 60 anos no próximo dia 27 de abril.

Eu confesso que às vezes não gosto de tudo do The B-52’s. Mas, ao mesmo tempo, tenho uma paixão sem fim. Em alguns momentos acho over demais, em outros é tudo o que eu preciso para colocar meus momentos e idéias nos trilhos. Talvez essa duplicidade dos sentimentos que desperta seja um charme a mais. Assim como a coisa de uma certa alegria que está arraigada nas músicas. E tem essa coisa quase fantasiosa, supermegaultracolorida, kitsch até, que fascina… e que parece ser especialmente temperada por Kate. Leia mais…

London Calling faz bem aos ouvidos!

Por Oleno Netto

capaEntra ano e sai ano, as gravadoras lançam edições especiais de álbuns que venderam horrores e/ou tiveram influência em toda uma geração. Não foi diferente com “London Calling”, dos ingleses The Clash, que em setembro de 2004 saiu em uma edição tripla, que continha o trabalho original remasterizado, um cd com suas demos, mais cinco canções inéditas, e um dvd de imagens raras do seu making-of, performances ao vivo da época de seu lançamento e entrevistas recentes, intercaladas em forma de documentário.

Lançado em dezembro de 1979 na Inglaterra e no mês seguinte nos EUA, “London Calling” não foi um álbum feito para se tornar um clássico, como havia sido o também terceiro LP de Bruce Springsteen, “Born to Run”, de 1975. Depois do fracasso de seu segundo trabalho, o esquecido “Give ‘Em Enough Rope”, a banda tinha rompido relações com seu empresário e estava endividada, após encontrarem um estúdio improvisado que ficava nas dependências de uma fábrica desativada de borracha, compuseram entre maio e junho daquele ano o que seria o embrião do novo álbum. A luta maior era pela sobrevivência e não qualquer satisfação egóica. Leia mais…

Indietronica e a cena alemã

Por Inês Nin

Bateu na porta sem ser convidada. A primeira banda que eu ouvi de indietronica foi The Notwist, com seus beats delicados, melodias fáceis mas nada óbvias e um disco irresistivelmente doce, pop e criativo. Me ganharam de cara, os irmãos Acher e seu Neon Golden. Situada em uma deliciosa interseção entre o rock e a eletrônica, a descoberta me fez querer ouvir mais.

É claro que misturar rock com eletrônica não é novidade. Desde as bandas oitentistas como Joy Division/New Order e Depeche Mode, até o novo rock de hoje (fortemente influenciado pelas primeiras), a combinação persiste feliz, multiplicando os horizontes das bandas e projetos que a adotam. Filhas bastardas da eletrônica das pistas são as bastante populares hoje Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Maximo Park e todas as similares que aqui seguem, oriundas da fervilhante cena do Reino Unido, passando pelo fantástico LCD Soundsystem, Liars, !!! e outros, norte-americanos, que seguem por um caminho dançante porém experimental. Estas resultam em um som inquieto, explosivo, fortemente influenciado pelo punk. Leia mais…

Música Ambient por Brian Eno

Por Antônio Marcos Pereira (tradução e comentários)

Eno, além de compor e produzir, vem ao longo dos anos sustentando um discurso muito consistente sobre seu exercício criativo e sobre as relações entre sua produção como artista e a cultura contemporânea. Esse texto é um exemplo desse tipo de trabalho, e nos oferece a oportunidade de ver como o autor se posiciona a respeito da “rica floresta de música” que é o estilo ambient. O texto original está na coletânea A Year with Swollen Appendices (Londres: Faber & Faber, 1996, p.293-297), livro que reproduz o diário escrito por Eno no ano de 1995 e traz, como apêndices, cartas, palestras, esboços ficcionais e discussões de procedimentos da arte e da crítica escritos por Eno entre os anos 80 e 90. Como há uma distinção relevante no texto entre a noção de “música ambiente” – que Eno toma como sinônimo de “Muzak” – e a proposta de uma alternativa – que Eno intitula “Ambient Music”, decidi manter o termo em Inglês, Ambient. Afinal de contas, esse termo já está estabelecido no uso corrente dos apreciadores, e designa uma abordagem estilística e um nicho de consumo bastante precisos (já ouvi duas pessoas conversando assim: “Que tipo de música essa cara toca?”, “Ah, ele toca ambient, lounge, dub, essas coisas”). O que se produz hoje sob o rótulo de Ambient certamente expande, modifica e questiona algumas idéias presentes no “manifesto” de Eno; um mapeamento das condições de surgimento e das transformações desse tipo de abordagem na produção musical contemporânea foi feito com muito detalhe e cuidado por Mark Prendergast em seu The Ambient Century: From Mahler to Trance, the evolution of sound in the electronic age (New York: Bloomsbury, 2001) – livro que, apropriadamente, traz um prefácio escrito por Brian Eno. Leia mais…



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