atividades encerradas

O blog Cafetina Eletroacústica encerrou suas atividades em dezembro de 2009. Todo o seu conteúdo pode ainda ser acessado e de forma alguma o blog será apagado. Agradeço a todos os leitores e aos diversos colaboradores por estes últimos 4/5 anos de agradável convívio e colaboração. Convido todos a visitar outras novas empreitadas agora em “carreira solo”:

Urbanices Blog

Luso Music Blog

Inté! :)

Debb

Cultura e Gastronomia

Para os amantes da gastronomia e sempre adeptos de bons programas culturais, as próximas semanas contam com uma boa programação. A primeira sugestão se chama Inventário do Tempo, evento que promete unir livros, gastronomia, artes plásticas, cinema e filosofia. E tudo isso com o aval da chef Roberta Sudbrack. Na mesma linha gastronômica, o Senac apresenta o Rio Orgânico 2009, com workshops do projeto Eco-Chefs, que foca em na cozinha com saúde e sustentabilidade. Leia mais…

Mostra sobre Jacques Tati no Rio

mon_oncleO CCBB começa nesta terça (dia 28/04) uma mostra relâmpago (dura só até dia 3) chamada O Mundo de Tati, exibindo boa parte da obra do diretor francês. Jacques Tati traz o melhor do humor da França com bastante sutileza. Seus filmes, ricos em detalhes e com poucos diálogos, são de um humor debochado e tem no som e efeitos sonoros seus melhores aliados às críticas que propõe. Poderíamos até dizer que o som é protagonista e os diálogos ocupam o papel coadjuvante.

Em “Meu Tio” (Mon Oncle) , por exemplo, o diretor critica de forma inteligente e engraçada a modernidade e o crescimento do surgimento dos aparatos tecnológicos na década de 50.  Seu emblemático personagem Hulot (imagem), interpretado por ele mesmo,  percorre boa parte de sua obra.

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Rio de Janeiro muito bem de palco

inonit

Por Debb

O Rio de Janeiro anda muito bem em programação teatral, obrigada. Só para citar algumas, Rock n’ Roll, Play, e claro, In on It, são peças que certamente instigam a vontade de frequentar as poltronas dos teatros (título em inglês está na “moda” nos palcos?). Eu confesso, sou fã de carteirinha de Enrique Diaz, em cartaz com In on It. De “Paixão Segundo G. H.”, monólogo com a atriz Mariana Lima, passando por sua atuação em “Filhos do Carnaval”, série do canal HBO, à peça “Gaivota” e, até mesmo o show “Síssi na Sua”, de Marina Lima, o qual dirigiu brilhantemente, Diaz sempre vem com alguma surpresa, inovação e temas instigantes .

É por isso que antes tarde do que nunca (pretendia divulgar a peça antes da estréia em 27 de março), eu divulgo In on It, em cartaz no Oi Futuro até 26 de junho. Leia mais…

Fotos: Radiohead e Kraftwerk no Rio!

Que tal algumas imagens dos shows da banda Radiohead e Kraftwerk na última sexta-feira no Rio?!  =)

As fotos são da Bruna Peixoto

Machete e Orquestra Voadora em miscelânea carnavalesca

silvia-machete2Por Debb

Ainda não sabe quem é Silvia Machete?! Livre, leve e solta. Ela roda bambolê, acende baseados de orégano, canta, diverte e encanta. Silvia Machete é cantora-entretainer-acrobata-pinup com muito jogo de cintura, voz afinada e ótimas tiradas, transformando-se em um dos “combos artísticos” mais divertidos da atual música brasileira.

Moderna como uma Carmen Miranda pós-tropicalista, faz de seu espetáculo (que vai muito além de um show) uma experiência artística completa que combina música, circo e teatro. Silvia Machete é o cabaret brasileiro personificado com toda graça de uma das mais belas surpresas da nossa MPB, que convenhamos, anda muito sem brilho atualmente… Ficou curioso? Assista um vídeo abaixo e/ou vá conferir sua apresentação no Miscelânea deste ano, festa carnavalesca que acontece no Odeon na próxima terça-feira. Leia mais…

Como são suas relações, analógicas ou digitais?

Por Debb
balloonist2

Li um texto no jornal que, para explicar o que poderíamos de chamar de tipos humanos, nos dividiu entre analógicos e digitais. De imediato isso me remeteu para as relações humanas, talvez porque passo por questionamentos acerca desse tema no momento. Quando digo relações, é claro que me refiro a relacionamentos, porque acredito que todos possam concordar que ninguém hoje em dia sabe muito bem o que e como a dinâmica dos relacionamentos está funcionando.

Ao meu ver, poderíamos dizer que os relacionamentos analógicos são aqueles também chamados de lineares, que seguem uma programação mais ou menos clara e objetiva. Você conhece o sujeito ou a sujeita, começa a sair, passa a ter vontade de sair mais, começa a namorar, muito tempo depois casa (ou se junta – já aliviando um pouco) e ai talvez dali um tempo você pense em filhos.

Já os relacionamentos digitais estão fulltime na rede e não seguem qualquer programação. Instale seus plugins e adapte-se ao mundo como ele é: livre e vale tudo. As opções e formas de como conhecer ou desenvolver um relacionamento passam a ser múltiplas com artifícios que ora ajudam, ora complicam. Leia mais…

Jim Carey na medida certa

Por Debb

yesman2

É certo dizer que os excessos de humor e caretas de Jim Carey não agradam a qualquer público. Mas não podemos deixar de reconhecer a diversão e a bela atuação do ator em alguns de seus papéis, sempre com grande sucesso de bilheteria.

“Sim Senhor” (Yes Man) é um desses acertos do ator, que conquista até a pessoa mais pé atrás com a possibilidade dele representar especificamente o papel do protagonista que é baseado no livro “Yes Man” de Danny Wallace. Leia mais…

Spoken World: Um almanaque poético

Por Gab Marcondes

Um almanaque poético; uma poesia minha + um fragmento poético de
Lesbos de Silvia Plath + fragmentos diversos de Emily Dickinson

* Emily Dickinson (1830 - 1886) poetisa americana que não teve um livro

publicado em vida. A poeta reclusa, anonima… Se “publicar é por em leilao
o espírito humano” ela ficou a milhas disto.
Moderna, simples, sutil, complexa! Augusto de Campos disse dela ”
nenhum poeta americano tinha levado tao longe a
elipse e a condensação do pensamento ou a ruptura sintatica, ate a
pontuação foi por ela liberada..”
É dela também o poema que deu origem a ideia desta coluna : A word is
dead/ When it is said,/ Some say./ I say it just/ Begins to live/That day.

Almanaque poético

Há sempre um começo
mesmo quando não é visível
transparência de  asas

Há sempre um mar e um náufrago

(                                         ) Leia mais…

Sofisticação e distinção na Bossa Nova

IDENTIDADE NACIONAL E POPULARIDADE NA “PALMA DA MÃO”

Por Paulo Murilo Guerreiro do Amaral

capa de disco

Sem necessitar (e sem competência para) aprofundar aqui considerações em torno dos méritos estéticos e estritamente sonoros da Bossa Nova na constituição da chamada MPB e na música brasileira de uma forma mais ampla, aproveito a ocasião para tomar uma contramão e pensar sobre este movimento como algo que de algum modo se cristalizou no tempo-espaço de cinqüenta anos de história.

No entanto, falar de cristalização não implica em considerar que a Bossa Nova não se transformou ao longo de sua existência. Implica sim em trazer à baila temas que no meu entender lhe conferem ambigüidades cabalmente bem-vindas à discussão, das quais por um lado teriam se servido favoravelmente o país, os bossanovistas e o gênero musical em si, mas que por outro talvez tenham gerado algum tipo de frustração silenciosa em quem, por “irrepreensível” apreço musical, não deixa de sentir saudade – apesar dos versos de Tom e Vinícius mandando a saudade pra lá. Mais especificamente, refiro-me ao tipo de popularidade experimentada pela Bossa Nova e à forma como vem se destacando enquanto marco da identidade musical nacional. Leia mais…



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