The Auteurs: site possibilita o acesso a filmes “raros”

Por Debb

O site The Auteurs tem estréia marcada para o Festival de Cannes, que acontece entre os dias 13 e 24 de maio. Criado pelo produtor Eduardo Constantini Jr., da Costa Films, o site pretende ser uma cinemateca digital global em que os cinéfilos poderão assistir filmes, participar de fóruns e ler notícias e curiosidades sobre o cinema.

Como tudo gira em torno de redes de relacionamento, o site agrega “amigos” do Facebook e do Twitter, além das agendas de emails do Gmail, Hotmail e Yahoo. Em poucos minutos você tem acesso a um perfil com vários “seguidores”, podendo assistir filmes online, trocar idéia com outros usuários e propor debates. O The Auteurs cobra uma pequena taxa por filme, que pode variar de US$ 1 a 5 dólares, mas isso só até ter patrocínios que permitam o acesso gratuito a pelo menos parte do acervo. Leia mais…

Hipersônica: escutas e dispositivos coletivos multimidiáticos

Por Giuliano Obici

O Hipersônica, versão audiovisual em tempo real do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) que aconteceu no dias 5 e 6 de Novembro de 2005 em São Paulo propiciou uma experiência singular de imersão sonora e imagética. O evento reuniu na Casa das Caldeiras sete espaços de performance operados simultaneamente durante quase 12 horas ininterruptas.

Longe de ser comparado as tradicionais festas urbanas ou mostras de arte o Hipersônica se configurou em um ambiente multimidiático composto por aparatos tecnológicos onde a linguagem eletrônica se fez presente. Um possível presságio do que possa vir a se tornar os ambientes das festas, pubs, boates, teatros e galerias num futuro breve.

Passado algum tempo do evento em São Paulo, perguntas ainda ecoam a respeito do que representa à escuta uma mostra como o Hipersônica. Que lugar de escuta ele propicia? O que os meios eletrônicos possibilitam à percepção auditiva? Que tipo de implicação coletiva se produz? Tais perguntas podem não fazer sentido para alguns, no entanto, possibilitam pensar sobre o lugar que a percepção auditiva ocupa nos ambientes em que a tecnologia é utilizada com maior vigor. Leia mais…

VJs: onde tudo começou

Por Tomas Seferin

A sincronia áudio-vídeo não é tão recente quanto alguns possam pensar. A história do videoclipe se entrelaça com a do cinema e a da animação.

O conceito da música acompanhada de imagens existe desde os anos 30. Oskar Fischinger e Norman McLaren juntavam música com imagem por meio de técnicas primitivas de stop-motion ou simplesmente riscando a película, com resultados ultrafuturistas, comparáveis com o que é produzido hoje em dia. Ambos trabalhavam em colaboração com compositores clássicos e jazzistas como Oscar Peterson, criando um produto bissensorial. Além de serem os pais da animação sincronizada, foram criadores de várias outras técnicas de animação. Leia mais…

Vida Eletrônica

Por João Francisco

Algo chama atenção na publicidade espalhada pela rua. Lembra da campanha do MC Donald’s “Amo muito tudo isso?” Trazia a foto de uns sujeitos soltos, flutuando como se estivessem numa órbita desfigurada, sem chão. Engraçado que o MC Donald’s, conhecido por seus hambúrgueres gordurosos (heavy) investisse numa imagem assim tão… leve. E essa propaganda mais recente do Nokia Trends? Quem é do Rio ou SP, viu. Exibia pessoas dançando com aquela “aura” deslocando do corpo, aludindo ao movimento e à vibração. Parecia fazer referência ao modo como estamos existindo por aí em nossas vidas mesmo. De certo modo um pouco fora de nossos corpos. Meio “desmaterializados”. Idéia estranha? Mas não é esquisito pensar que agora ocupamos - além do surrado 3×4 na carteira de identidade, um lugar ao sol (melhor dizendo, ao elétron) em orkuts, fotologs, blogs, msn, sites, páginas e páginas com links para outras páginas. Pilhas e pilhas de arquivos digitais acessados em celulares que produzem fotos, que gravam cenas, que transportam mais arquivos para outras páginas - com o nosso link, com o nosso nome, com a nossa cara. Não te parece excitante? Não te parece comum? Leia mais…



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