A Santa de Ouro Santigold

Por Marcio Macedo*

santogold-coverConvenções são, em boa parte, idéias equivocadas que partem do senso comum que, por sua vez, se realimenta das convenções. Uma das convenções mais estúpidas que existe é a idéia de um rock in rol branco. É possível falar em um embranquecimento histórico do rock, algo que tem início antes mesmo de Elvis Presley (1935-1977) e que remete tanto a cantor@s e bandas como ao público consumidor desse gênero de música. Entretanto, a música pop em geral é negra. E quando afirmo isso, não é devido a recente morte de Michael Jackson e não há nenhum traço de despeito, animosidade ou sentimento de roubo como é comum se ver na atitude de alguns negros. Leia mais…

Dicas cariocas aleatórias

Finalmente o Rio de Janeiro tem tido dias lindos depois de tanta chuva. E é quando estes dias aparecem, que a paixão pela cidade aumenta e o clima praia, mar e pôr do sol ressurge a todo vapor. É por isso que resolvi passar aqui duas dicas, na verdade completamente diferentes, mas que tem esse clima fantástico de Rio de Janeiro, cada uma em seu contexto bem específico. São elas Roda Rio 2016 e Oficina “Um sonho de um filme em 4 noites de verão”. Leia mais…

Música no clima Capitu…

“If I was young,
I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight”

Assim começa a música-tema da minissérie Capitu, que casa perfeitamente com o clima das cenas e sintoniza qualquer ouvinte mais sensível com a paixão de Bentinho por Capitu… O nome da música é “Elephant Gun” do grupo Beitut.

Uma enorme Orquestra de metais? Música medieval? Música da Rússia? Feita por ciganos? “Folk medieval”? Nada disso (ou tudo isso), a banda é formada por jovens de 20 e poucos anos de Santa Fé, nos Estados Unidos. No palco são 19 instrumentos e 10 instrumentistas. Talvez daí venha a sensação de uma orquestra de metais.

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O inclassificável Ney Matogrosso

Por Oleno Netto

Divulgação

Algum apresentador de TV costuma dizer “quem sabe, faz ao vivo”. Provavelmente porque é assim que se pode vivenciar toda a energia do artista em voz, corpo e alma. Em seu novo show, “Inclassificáveis” (já lançado em DVD), Ney Matogrosso exibe sua excelência vocal e presença de palco que o consagraram como o maior artista pop que o Brasil já teve. Não é hitmaker, mas polêmico e performático, características raras quando se pensa em cantores brasileiros. Leia mais…

Sambajazzlatinoafricano

Johann Sauty

De sua boca flutuam tons em diferentes línguas e cores. Seus dedos sussuram cantos africanos, sambam Jobins, fumam charutos cubanos e improvisam New Orleans. Na bagagem ela leva alguns mestres: Herbie Hancock, Pat Metheny e Stanley Clarke. Foi violinista durante dez anos, há oito trocou o agudo pelo grave, e hoje surpreende o público com seus solos de contrabaixo. Deixou seu marco na Berklee - a maior escola de música do mundo - quando, aos vinte anos, tornou-se a instrutora mais nova da história da faculdade. Baixista, cantora e compositora, faz da sua voz um instrumento que duela contra seus próprios acordes. E tudo isso numa embalagem de beleza estonteante. Leia mais…

Vermelho Pimenta: Kate Pierson, o tempero do The B-52’s

Por Anna Paula Vencato

Aproveitando que o The B-52’s após um recesso de 16 anos acaba de lançar um novo álbum, Funplex, queria falar um pouco sobre Kate Pierson, a vocalista dos cabelos vermelhos marcantes e dancinhas pra lá de memoráveis, que completa 60 anos no próximo dia 27 de abril.

Eu confesso que às vezes não gosto de tudo do The B-52’s. Mas, ao mesmo tempo, tenho uma paixão sem fim. Em alguns momentos acho over demais, em outros é tudo o que eu preciso para colocar meus momentos e idéias nos trilhos. Talvez essa duplicidade dos sentimentos que desperta seja um charme a mais. Assim como a coisa de uma certa alegria que está arraigada nas músicas. E tem essa coisa quase fantasiosa, supermegaultracolorida, kitsch até, que fascina… e que parece ser especialmente temperada por Kate. Leia mais…

Uma velha novidade: Reverie Sound Revue

Por Maria de Fatima (Republika)

reverie sound revuePara este ano está previsto o lançamento do primeiro álbum da banda canadense de indie-dream-pop (esses rótulos marotos…) Reverie Sound Revue. A banda foi formada em 2002, desmantelada em 2004 e reunida em 2005. Durante todo esse tempo lançaram apenas um EP independente (com o mesmo nome da banda), que por sinal foi elogiadíssimo, mas encontra-se esgotado. Muitas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora de seriados canadenses. Desde então, a bela Lisa Lobsinger (vocal), Patrick Walls (guitarra), o multi-funcional Marc De Pape (guitarra/sintetizadores), Bryce Gracey (baixo) e John-Marcel de Waal (bateria) vivem no processo interminável de gravação e finalização do tão aguardado disco, por conta da distância que os separa. Com base em três grandes centros urbanos (Calgary, Toronto e Vancouver), os moços e a moçoila viajam numa grande expressão de amor pela música. Leia mais…

o primeiro.

divulgaçãoComeçamos com a tão esperada estréia de Once (2006), em português “Apenas uma vez”, filme que comecei a resenhar há 3 meses e desde então ganhou Oscar de melhor canção e sua estréia no circuito nacional. Vamos começar pelo Oscar? A música da dupla Glen Hansard e Markéta Irglová merece todos os prêmios possíveis, é intensa, é sensível, é forte, tem boa letra, a voz de Glen e a energia que passa cantando e tocando violão e a forma como a voz e o piano de Markéta completam a música, merecem aquele “uau” arrebatador, sabe? É de tirar o fôlego. Mas como Oscar não foi, nem nunca será uma premiação do justo, realmente foi uma surpresa sua vitória. Mas prêmio bom mesmo foi o dado pelo público no Festival Sundance em 2007, além de outros 13 e mais 17 nomeações. Mais aqui. Leia mais…

Maré, nossa quase história de amor

divulgaçãoAh Maré… esperava tanto de você… Sendo definitivamente conquistada como fã de musicais depois de assistir Rent - meu divisor de águas -,  queria muito mesmo que esse Romeu e Julieta brasileiro funcionasse no cinema…

Vamos começar pela música. O filme peca na pesquisa musical, algo que poderia ser resolvido com a consulta a um musicólogo ou antropólogo da música. Faz muito tempo que não acompanho diretamente o movimento Hip Hop no Rio de Janeiro, mas desde que me entendo por pesquisadora, Funk é Funk e Hip Hop é Hip Hop. Leia mais…

Dose dupla de Joy Division no cinema

O filme Joy Division (2006), do diretor Grant Gee, exibido no festival É Tudo Verdade foi um dos mais disputados entre os documentários sobre música ou músicos.  Foi impossível não lembrar do filme Control (2007), exibido no Festival do Rio e Mostra de São Paulo em 2007, assistindo este filme. As narrativas eram eram muito próximas, sendo possível inclusive ver as cenas do Control na cabeça enquanto os depoimentos contavam a história do grupo.

Control foca na vida afetiva e emocional do vocalista e é baseado no biografia escrita pela esposa de Ian Curtis, vocalista da banda. Já o documentário foca mais num apanhado geral da situação política do país na época em que a banda surgiu, com um pouco mais de dose de realidade, como era de se esperar. Além disso, traça a história de vida da banda disco por disco e mostra muito bem a relação de Ian Curtis com os outros componentes do grupo, que posteriormente formaram o New Order.Eu diria que estes dois filmes formam um casamento perfeito de uma visão completa sobre o Joy Division, mas somente os dois juntos, porque o documentário tornou a narrativa do Control mais completa, e o Control humaniza mais os relatos do documentário. Leia mais…



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