A Santa de Ouro Santigold
Por Marcio Macedo*
Convenções são, em boa parte, idéias equivocadas que partem do senso comum que, por sua vez, se realimenta das convenções. Uma das convenções mais estúpidas que existe é a idéia de um rock in rol branco. É possível falar em um embranquecimento histórico do rock, algo que tem início antes mesmo de Elvis Presley (1935-1977) e que remete tanto a cantor@s e bandas como ao público consumidor desse gênero de música. Entretanto, a música pop em geral é negra. E quando afirmo isso, não é devido a recente morte de Michael Jackson e não há nenhum traço de despeito, animosidade ou sentimento de roubo como é comum se ver na atitude de alguns negros. Leia mais…



Aproveitando que o The B-52’s após um recesso de 16 anos acaba de lançar um novo álbum, Funplex, queria falar um pouco sobre Kate Pierson, a vocalista dos cabelos vermelhos marcantes e dancinhas pra lá de memoráveis, que completa 60 anos no próximo dia 27 de abril.
Para este ano está previsto o lançamento do primeiro álbum da banda canadense de indie-dream-pop (esses rótulos marotos…) Reverie Sound Revue. A banda foi formada em 2002, desmantelada em 2004 e reunida em 2005. Durante todo esse tempo lançaram apenas um EP independente (com o mesmo nome da banda), que por sinal foi elogiadíssimo, mas encontra-se esgotado. Muitas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora de seriados canadenses. Desde então, a bela Lisa Lobsinger (vocal), Patrick Walls (guitarra), o multi-funcional Marc De Pape (guitarra/sintetizadores), Bryce Gracey (baixo) e John-Marcel de Waal (bateria) vivem no processo interminável de gravação e finalização do tão aguardado disco, por conta da distância que os separa. Com base em três grandes centros urbanos (Calgary, Toronto e Vancouver), os moços e a moçoila viajam numa grande expressão de amor pela música.
Começamos com a tão esperada estréia de Once (2006), em português “Apenas uma vez”, filme que comecei a resenhar há 3 meses e desde então ganhou Oscar de melhor canção e sua estréia no circuito nacional. Vamos começar pelo Oscar? A música da dupla Glen Hansard e Markéta Irglová merece todos os prêmios possíveis, é intensa, é sensível, é forte, tem boa letra, a voz de Glen e a energia que passa cantando e tocando violão e a forma como a voz e o piano de Markéta completam a música, merecem aquele “uau” arrebatador, sabe? É de tirar o fôlego. Mas como Oscar não foi, nem nunca será uma premiação do justo, realmente foi uma surpresa sua vitória. Mas prêmio bom mesmo foi o dado pelo público no Festival Sundance em 2007, além de outros 13 e mais 17 nomeações. Mais
Ah Maré… esperava tanto de você… Sendo definitivamente conquistada como fã de musicais depois de assistir Rent - meu divisor de águas -, queria muito mesmo que esse Romeu e Julieta brasileiro funcionasse no cinema…


