Machete e Orquestra Voadora em miscelânea carnavalesca

silvia-machete2Por Debb

Ainda não sabe quem é Silvia Machete?! Livre, leve e solta. Ela roda bambolê, acende baseados de orégano, canta, diverte e encanta. Silvia Machete é cantora-entretainer-acrobata-pinup com muito jogo de cintura, voz afinada e ótimas tiradas, transformando-se em um dos “combos artísticos” mais divertidos da atual música brasileira.

Moderna como uma Carmen Miranda pós-tropicalista, faz de seu espetáculo (que vai muito além de um show) uma experiência artística completa que combina música, circo e teatro. Silvia Machete é o cabaret brasileiro personificado com toda graça de uma das mais belas surpresas da nossa MPB, que convenhamos, anda muito sem brilho atualmente… Ficou curioso? Assista um vídeo abaixo e/ou vá conferir sua apresentação no Miscelânea deste ano, festa carnavalesca que acontece no Odeon na próxima terça-feira. Leia mais…

FILE: inscrições abertas

fileO FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – está abrindo inscrições para a sua décima edição que acontecerá no espaço cultural do Sesi Paulista em São Paulo, Brasil, no período de 27 de julho a 31 de agosto de 2009. As inscrições estão abertas de 01 de janeiro a 10 de março de 2009. A inscrição é gratuita e aberta a profissionais, pesquisadores e estudantes de linguagem eletrônica de âmbito internacional.

Para mais informações visite:
http://www.file.org.br/file2009/

* Leia um texto sobre o FILE escrito pelo Giuliano Obici aqui mesmo no Cafetina Eletroacústica.

Spoken World: Um almanaque poético

Por Gab Marcondes

Um almanaque poético; uma poesia minha + um fragmento poético de
Lesbos de Silvia Plath + fragmentos diversos de Emily Dickinson

* Emily Dickinson (1830 - 1886) poetisa americana que não teve um livro

publicado em vida. A poeta reclusa, anonima… Se “publicar é por em leilao
o espírito humano” ela ficou a milhas disto.
Moderna, simples, sutil, complexa! Augusto de Campos disse dela ”
nenhum poeta americano tinha levado tao longe a
elipse e a condensação do pensamento ou a ruptura sintatica, ate a
pontuação foi por ela liberada..”
É dela também o poema que deu origem a ideia desta coluna : A word is
dead/ When it is said,/ Some say./ I say it just/ Begins to live/That day.

Almanaque poético

Há sempre um começo
mesmo quando não é visível
transparência de  asas

Há sempre um mar e um náufrago

(                                         ) Leia mais…

Literatura via Orkut

E quem disse que Orkut não é cultura? Foi nele que dei de cara com uma frase que muito simpatizei “A esperança é sempre mais teimosa do que eu“. Foi identificação imediata. Entrei no blog do autor, e dei cara com mais uma frase que me fez brilhar os olhos “Não me deixe viver o que posso, que me seja permitido desaprender os limites“. Pronto, definitivamente conquistada. Leia mais…

Spoken word: Rukeyser Plath Rilke Rosa Thomas Marcondes

Por Gab Marcondes

Spoken world colocando no liquidificador Muriel Rukeyser, Sylvia Plath, Rainer Maria Rilke, Guimarães Rosa e Dylan Thomas resultando no frapê poético abaixo.

I have been waiting all day,
with my fantasy alone
e nunca parava de ser tarde
eu tinha pressa de um final
It would have been better than this
or perhaps longer.
I would have liked to try those wings myself.

Chove dentro dos meus olhos

I have been waiting all day, or perhaps longer.
I would have liked to try those wings myself.
It would have been better than this

The lovers be lost love shall not

Vozes:  Muriel Rukeyser, Sylvia Plath, Gabriela Marcondes e Dylan Thomas
Musica e programação: Gab Marcondes

Ícarus

language is obviously a virus (spoken world)

spoken world ; palavras e sons

por Gab Marcondes

Continuo minha coluna Spoken world agora violando a poesia de Anne Sexton e Dorothy Parker. Mas sempre com a melhor das intencoes porque citando Borroughs “Language is obviously a virus as it depends on replication”.

ps; e viva o casamento de Laurie Anderson e Lou Reed realizado no ultimo 12 de abril

Desta vez peguei apenas uma frase de Dorothy Parker (1893-1967) poeta americana, retirada do seu poema Afternoon:

” And I’ll forget the way of tears,…”

Coloquei esta frase junto com partes do poema The Operation de Anne Sexton (1928-1974) escritora americana e assim obtivemos o seguinte poema Frankstein:

And I’ll forget the way of tears
and all the rest
the mechanics of the body
the an expected memory
I fall sometimes to the secrets of pain
and do not mind at all
of what was and is dear

piano, flauta transversa e programação - Gabriela Marcondes
vozes - Dorothy Parker e Anne Sexton

camuflagem (spoken world)

spoken world ; palavras e sons

por Gab Marcondes
A idéia desta coluna é brincar com palavras sons e imagens, fazer um patchwork poético musical, uma colagem lúdica, um copy paste para ler, ver e ouvir.

Jens Peter Jacobsen (1847-1885) foi o maior romancista dinamarquês do século XIX, influenciou Rainer Maria Rilke e Thomas Mann. Tem dois romances extraordinários, Fru Marie Grubbe (1876) e Niels Lyhne (1880) deste último livro peguei um pequeno trecho e coloquei junto com outra grande escritora Sylvia Plath (1932-1963), poeta, romacista e contista norte-americana conhecida por sua  poesia confessional e seus poemas atormentados.
Fiz um remix poético musical com estes dois escritores incríveis; uma pequena homenagem, brincadeira, camuflagem.
Espero que vocês leiam, ouçam e curtam!


” A vida um poema?…Essa perseguição constante do próprio eu, no rastro das próprias pegadas - e em circulo, naturalmente…Essa comédia simulada: fingir que se atira a corrente da vida e ao mesmo tempo ficar ali agarrado ao anzol, pescando-se a si próprio neste ou naquele curioso disfarce…” Jens Peter Jacobsen

“Lady Lazarus

I have done it again.
One year in every ten
I manage it—–

A sort of walking miracle, my skin
Bright as a Nazi lampshade,
My right foot

A paperweight,
My featureless, fine
Jew linen.

Peel off the napkin
O my enemy.
Do I terrify?——-

The nose, the eye pits, the full set of teeth?
The sour breath
Will vanish in a day.

Soon, soon the flesh
The grave cave ate will be
At home on me

And I a smiling woman.
I am only thirty.
And like the cat I have nine times to die.
This is number three.

… “ Sylvia Plath

música;
programacao, flauta e voz ; Gabriela Marcondes.
violoncelo; Mariana Carneiro.
Lady Lazarus recitada pela própria Sylvia Plath.



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