Conheça um pouco mais sobre a banda Móveis Coloniais de Acajú

moveisO Cafetina Eletroacústica está começando uma parceria de conteúdo com o novíssimo blog Reverbos e, por conta disso, de hoje em diante vocês verão trocas de textos de vez em quando, com pequenas adaptações ao estilo de cada site/blog.

Vamos começar o troca-troca publicando uma entrevista que o Reverbos fez com Eduardo Borém, do Móveis Coloniais de Acaju. O músico toca gaita cromática, escaleta e teclados na banda.

Com nome baseado em evento histórico – um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal – Móveis Coloniais de Acaju é uma big band de grande estilo. O grande número de músicos influencia na numerosa mistura musical da banda, que vai do rock, ao ska, passando pela eletrônica e indo até a mais essencial música brasileira.

Entrevista:

- Como são realizadas as músicas e os arranjos já que a banda é grande?
Tudo é feito em grupo. Às vezes um chega com uma idéia, outro tem uma batida, juntamos isso, mudamos tudo; não existe uma regra. Outras vezes a coisa já chega mais pronta e sentamos para melhorar o conjunto todo.

- Quais são as influências musicais?
Somos dez pessoas com referências bem distintas… de forró a música eletrônica, tudo tem seu espaço para formar a nossa linguagem.

- Como vocês se sentem sendo inspiração musical para outras bandas que estão começando?
É uma honra, claro! Ao mesmo tempo em que é também uma grande responsabilidade… ser exemplo. De qualquer maneira é uma maneira muito legal de ter o trabalho reconhecido. Ver que instigamos e incentivamos outras pessoas a produzir. Isso é bom pra todos!

- Como surgiu essa idéia de fazer uma ciranda russa com o público durante os shows?
Foi muito ao acaso… como geralmente tudo acontece. Foi em um show em Goiânia. O lugar era muito fora da cidade, na rodovia. Cabiam umas 5.000 pessoas, tinham 50 aproximadamente. Além disso, era o show de estréia do nosso equipamento sem fio. Pensamos: “já que tem mais gente no palco que lá no público, vamos descer!”

- Vocês tiveram alguma dificuldade em fazer o segundo cd? Como foi feita a seleção das músicas que entraram no repertório de gravação?
Claro que tivemos dificuldades. Somos muitas pessoas criando ao mesmo tempo. Foi um processo muito intenso, muito visceral… Aí entra o Miranda. Ele fez um trabalho de direção artística fundamental para a gente. Tínhamos umas dez músicas no início do trabalho… Ele as ouviu e disse, que somente 4 ou 5 delas faziam sentido (a gente achava que todas faziam!?), foi meio desesperador… no final, a gente compôs (incluindo essas 10 primeiras) umas 30 músicas. Escolhemos 12! Claro que depois entendemos o que ele queria dizer com fazer sentido. Entender qual era a unidade do disco.

- Essa mistura de estilos diferentes, como o rock e o ska, com a influência de ritmos do leste europeu e música brasileira, de onde veio?
Essa mistura vem das nossas referências pessoais… Somos muitos, logo elas também!

- O nome da banda é baseado em um conflito unindo índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal, que foi um fato histórico. De onde surgiu essa idéia?
Era uma referência de mistura histórica… mais ou menos como é a banda, uma mistura improvável que funciona muito bem!

- Quais são as facilidades e dificuldades de ser uma banda independente?
Acho o trabalhar é o que define tudo, tem-se que trabalhar muito. No caso independente, a divulgação e distribuição são as maiores dificuldades…

Mais sobre a banda: www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br

* Entrevista por Piti e Alice. Edição Debb.

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1 Comentário so far
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Móveis é uma banda muuuito boa e divertida!

Ja tive várias oportunidades de ir em shows deles mas sempre tinha alguma coisa que me impedia.

Devo pra mim mesmo isso! =]

Abraços!



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